DIAGNÓSTICO E CLASSIFICAÇÃO DE OBESIDADE
A obesidade é uma doença crônica, com número crescente de casos e que vem adquirindo proporções alarmantes, sendo um dos principais problemas de saúde pública da sociedade moderna.
A obesidade aumenta o risco de desenvolvimento e inúmeras doenças crônicas, como:

Na prática clínica, classifica-se obesidade através do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), que é o peso (em quilogramas) dividido pelo quadrado da altura (em metro): IMC = Peso ÷ Altura².
IMC |
CLASSIFICAÇÃO |
RISCOS DE DOENÇAS |
< 18,5 |
Magreza |
Baixo |
18,5 – 24,9 |
Normal |
Baixo |
25 – 29.9 |
Sobrepeso |
Elevado |
30 – 34,9 |
Obesidade grau I |
Elevado |
35 – 39.9 |
Obesidade grau II |
Muito elevado |
> 40 |
Obesidade grau III |
Muitíssimo elevado |
Pacientes com obesidade grave (grau III), antigamente chamada de obesidade mórbida, tem esse risco potencializado, com aumento expressivo da mortalidade.
OBESIDADE GRAVE E SEU TRATAMENTO
O tratamento da obesidade grave é realizado por uma equipe multidisciplinar. O Paciente é avaliado por cada especialista e discutido em conjunto pela equipe, devendo assim ser proposto o tratamento mais adequado a cada paciente, seja ele clínico ou cirúrgico.
O tratamento multidisciplinar é o conceito mais moderno e eficaz na atenção ao paciente. Serão realizadas consultas com diversos especialistas: cirurgião, clínico, endocrinologista, gastro-endoscopista, nutricionista, psicólogo, e tantos outros quando se fizer necessário.
Atualmente o único tratamento eficaz para obesidade grau III é o tratamento cirúrgico. E como qualquer procedimento cirúrgico, neste também podem ocorrer complicações e óbitos. A diferença é que para ser subm etido a esta cirurgia é necessário a realização de um pré-operatório, que permita um auto conhecimento, um maior entendimento sobre a doença, dos tipos de cirurgias existentes e de suas conseqüências e principalmente das mudanças no pós operatório, pois ocorrerá uma mudança radical na vida do paciente.
O tratamento cirúrgico da obesidade (CIRURGIA BARIÁTRICA) surgiu na década de 50, e com o passar dos anos, as técnicas foram sendo aperfeiçoadas. Quanto melhores foram sendo os resultados, maior foi à divulgação e a aceitação, tanto no meio médico como entre os pacientes (que na grande maioria das vezes se organizam em associações para troca de experiências).
É preciso entender que a cirurgia é somente o meio, pois permite uma modificação no organismo, mas o sucesso desse tratamento depende muito da responsabilidade e cumplicidade do paciente, ou seja, seguir rigorosamente a orientação da equipe multidisciplinar, participar de reuniões mensais e retornar às consultas para acompanhamento depois da cirurgia pelo período de dois anos. Lembrando-se sempre que na maioria das vezes apesar de operar o estômago, o problema está na cabeça. Por outro lado, a cirurgia passou a ser vista por muitos obesos como uma solução mágica capaz de resolver todos os problemas, o que não é verdade.